(...)
É muito difícil impedir um bebê no seu primeiro ano de vida de destruir coisas. Além disso, a inclinação para destruir coisas é uma grande virtude na criança. É o desejo da alma de conhecer o mistério da vida, porque todo o objeto diante de um bebê é uma capa sobre o mistério que a alma procura. Ele está aborrecido porque se trata de uma coberta. Ele quer saber o que é e por isso quebra o objeto para ver.
Entretanto, é possível impedir o bebê de quebrar coisas, pela sugestão e não pela irritação. A irritação deve ser evitada, porque não é bom para o bebê uma pessoa se irritar com ele. Quanto mais paciência a pessoa tiver com o bebê, tanto melhor, a sua vontade tornar-se-á mais poderosa. Se há irritação, então o sistema nervoso do bebê se deteriora e ele se torna deprimido. O seu sistema nervoso fica contraído, ele fica cansado, e quando chega à idade adulta, um medo permanece. A pessoa que trata de um bebê deve ser extremamente cuidadosa com ele, para que seus nervos não se contraiam. Os centros nervosos do bebê são delicados, são centros intuitivos. Mais tarde esses centros ajudarão a alma a perceber os conhecimentos mais elevados. Se esses centros se contraem pela irritação de quem lida com o bebê, ele perde aquela faculdade pela qual ele se desenvolve e se beneficia na vida. O bebê entenderá as coisas, mas é preciso ter paciência. Toda vez que o bebê quebrar alguma coisa, deve-se repetir: "Você não deve quebrar isto". Deixe-o quebrar dez vezes e de cada vez repetir: "Você não deve quebrar isto". É uma grande ajuda.
Com respeito à má natureza de um bebê, algumas vezes ele mostra teimosia e obstinação até um grau em que a pessoa se sente irritada e começa a ralhar com ele. Mas isto não é correto. A repreensão tem um mau efeito sobre os nervos de um bebê. E uma vez feito o mal aos nervos do bebê, ficará a marca da irritação nos nervos por toda a vida. A melhor coisa em tais momentos é chamar a atenção do bebê repetidamente para alguma coisa que o afaste daquele pensamento. Nunca devemos ficar cansados de fazer isso, porque é desviando a atenção do bebê que fazemos com que ele volte a um ritmo apropriado.
Há dois temperamentos principais nos bebês: o ativo e o passivo. Há um bebê que é bem feliz no lugar em que é colocado, fica bem contente divertindo-se com ele mesmo. Só chora quando está com fome. E há um outro bebê que está sempre fazendo alguma coisa. Ele precisa chorar, quebrar ou rasgar alguma coisa todo o tempo. A melhor coisa é trazer o bebê de volta para um ritmo normal. Um bebê ativo deve ser aquietado pela influência de quem dele cuida. A mente do bebê deve ser atraída por uma determinada coisa, batendo-se um compasso e levando-o a um certo ritmo. A infância é a ocasião em que a natureza impulsiva pode ser treinada, é a ocasião de trazer para fora o que há realmente de melhor na natureza impulsiva, e de utilizar a natureza impulsiva da melhor maneira possível.

Quando um bebê é quieto, contente, passivo, de gênio feliz, a pessoa que lida com ele não deve se contentar com isso, porque isso pode no fim não ser bom para o bebê. Ele deve se tornar um pouco mais ativo. Um pouco mais de atenção precisa lhe ser dada, um pouco mais de objetos para brincar, um pouco mais de consideração. Esse bebê deve ser estimulado, deve ser levado ao colo, e sua atenção atraída para uma coisa e outra, para que ele se torne mais ativo e mais interessado nas coisas que vê. Isso produzirá um equilíbrio adequado.
(...)




























BRANCA DE NEVE E OS 7 ANÕES
A Dança do Pinguim
Crianças vêem, crianças fazem
FELIZ DIA DAS MÃES
Comentários